El Monturo, Bicho Rato (de fato), pseudo homem!

17.10.2017

 

Já era noite quando Eugênio Pederasta, também conhecido como El Monturo,  pretenso paladino do reino, se apressou como bufão ufano e obtuso, a se onanizar (isso mesmo onanizar) com a pena dura de um “urubu de vida fácil”,  sempre em decúbito dorsal e por 300 moedas, como gosta, quando estocado, de produzir seus folhetins de texto pobre único e repetido, por onde denigre toda corte do reino, apontando o que deveriam fazer, mas sem ele mesmo nada nunca produzir.

 

Formado mascarado, mas tão logo descartado, nunca foi amante do labor, e de preguicento professor logo cedo decidiu por andar na contramão (ir contra e mais fácil que produzir), criando um discurso demagogo de cobrança, bem maior que sua pança, da mesa de um buteco, vomitando seu sermão que de tão tosco, lhe lembrava o próprio rosto, mosto derradeiro das suas mentiras e seus erros publicados como se fosse ele o dono da verdade.

 

Verme das palavras, vive alheio ao que fala, mas acredita ser do meio, o mais bonito entre os feios, considerado apenas um vendido e um mala.  O ser tão anamorfo e disconforme, ainda guarda um segredo, gosta de "dedos" de "algemas" e de homens de uniforme.

 

Alguns dizem que esta postura e de fato uma figura, uma imagem retorcida da saudade desta vida, sua auto afirmativa de quem desdenha, por sempre, sempre, mas disfarçando quer comprar. Ou ainda, o efeito do desprezo de uma a paixão, por um cavaleiro do rei que disse não,  depois de visitá-lo de uniforme ou armadura (pra ele o que importa é a arma dura), que confesso, nunca vi de perto, mas é certo, pois conta a lenda que assim ficou depois de penetrado por uma espada. E de lá a "sardade" da "marvada" que nunca mais ligou, nem disse nada.

 

Dai, dizem, viria seu apreço pelo lixo e a inversão de seus valores,  o choro de saudades e amores irregulares que vire e mexe, mexe e vira (umm) fez de Eugênio, "emengarda", que magoada desde então, suspira sua dor nos pobres textos, chorando e alisando sua "careca cabeleira" na desvairada madrugada. 

 

EL MONTURO

 

Bom bebum, já mascarado pela vida e ruborizado de orocum,  o pobre coitado quis se projetar como se fosse um Robin Hood as avessas, tirando do povo o representar das autoridades, atacando inocentes sem verdades, iletrado de viagens, e sem preparo e com maldades defecando adjetos por ele publicados. De arco inepto e mal forjado, sempre de singulares flechas em seu alforje, o apedeuto transviado, só tem um texto e um alvo, atirando sempre contra o rei e seus soldados. O interessante é que pra tanto, pelo que sei, recebendo de um dos lacaios do rei, tão vendido antes como agora, verdadeiro abestado.

 

Desta forma, quando mais se pronuncia, deixando claro que holofotes é o que queria, a “desvairada”, já não poupava mais ninguém e nem nada e a cada novo folhetim, ficava mais evidente que o  já “doente” bufão se fazia amontoar seu lixo pelo chão. 

 

Seus monturos acabou por virar nicho, e empolgado passou a repetir e duplicar, novos monturos e outros lixos, onde a pedra mesmo dura, fez produtor e criatura numa coisa só se transformar, qual virou o principal personagem de seu pasquim, a exemplo de "sujismundo", "cascão" e "zé sujin", se transmutado em bicho rato, representando o fato, que se o ser humano quiser, pode ser sinônimo de ruim.

 

 

BICHO RATO

 

Ainda ontem, eu o vi (li) um bicho (homem) na imundície do pátio. Catando comida entre os detritos (seu monturo). Quando achava alguma coisa, não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade.


O bicho não era um cão, não era um gato. Não era um rato (embora tenha se transformado em uma ratazana a francesa). O bicho, meu Deus, era... um arquétipo... PESUDO homem...é de fato!

 

Chafurdado no que descreve, fala muito do que tem no coração, mostrando que é na verdade então, como diz sir Ralph Waldo Emerson, descrevendo um bufão: “O homem é o que pensa o dia inteiro. Encha-se alguém de lixo, e tudo que produzirá será monturo”. Lembrou de alguém? Não sei se quem... eu juro! Mas pseudo é seu codinome... 

 

PSEUDO HOMEM

 

ENTÃO EL MONTURO pensativo DISSE: Fazer o que? Deve ser o nosso jeito de sobreviver – falo e faço o que escondo e me condeno no fato pleno do veneno do meu ser, não comendo lixo concreto, mas engolindo meu dejeto, próprio lixo imoral, atacando tudo e a todos sem ver a quem,  fingindo diante todos, que está tudo bem, pois  sou o que sou e nisto (no meu próprio lixo) me sinto bem.

 

 

“Por fora bela viola, mas por dentro, pão bolorento” ... El Monturo. Bicho Rato (de fato), pseudo homem!

 

Texto final adaptado de  Lya Luft e Manoel Bandeira

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