A jornada pela saúde e a solidariedade

22.03.2018

 

Todos os dias é a mesma coisa. Eles vêm de todos os cantos da cidade, recolhidos em pontos estratégicos, ou mesmo, na porta da casa de cada um. São pacientes que viajam de Cornélio Procópio para Londrina, ou para outros grandes centros, em automóveis, ambulâncias e micro-ônibus. Seguem em busca de consultas, exames e tratamentos médicos nas mais diversas especialidades.

 

Hoje, segui essa rotina e, através do serviço prestado pelo município, viajei em um dos micro-ônibus da Secretaria Municipal de Saúde que fazem essa rota transportando diariamente, em média, entre 60 e 70 pacientes. Fui para exames de rotina e pude acompanhar uma dessas jornadas diárias e cansativas na busca pela cura.

 

Os coletivos iniciam o recolhimento de pacientes, respectivamente, às 5h e 6h. Neles, seguem pessoas perfeitamente familiarizadas com o tratamento dispensado pelos funcionários e com o serviço oferecido. No carro em que viajei, Marco Antônio Rocha (Marcão) foi o motorista. Deixou todos os pacientes em seus respectivos pontos de atendimento sem perder o contato com cada um para organizar o retorno.

 

MÃO AMIGA

 

Entre clínicas, hospitais e consultórios médicos, a maioria delas instaladas no final da Avenida Senador Souza Naves, me chamou a atenção a Casa de Apoio Irmã Leônia. Prestada ao acolhimento gratuito de pessoas com câncer que vão de outros municípios para tratamento em Londrina, não deixa de estender a mão a pessoas com outras enfermidades. Todos são tratados com carinho e atenção pelos funcionários.

 

Naquele ponto, meu micro-ônibus ficou estacionado durante toda a tarde, com Rocha e outros motoristas de carros menores levando ou buscando pacientes para hospitais daquela área. A última parada foi no Hospital do Câncer. Lá, o cenário de sempre: cadeiras de rodas, homens e mulheres de todas as idades entrando e saindo, usando turbantes ou não, em busca de consulta ou da terapia da rádio e da químio. Como também, entravam e saíam jovens de jalecos brancos com olhares que não disfarçavam a razão pela qual optaram pela oncologia. Verdadeiros anjos!

 


Nota da Redação: O texto acima é uma produção do jornalista Ataíde Cuqui, referência profissional a toda imprensa local, regional e estadual. Versátil como só ele, mestre da matéria e generoso tutor de outros grandes nomes, já foi assessor de governos, apresentador de telejornal, inúmeros informativos radiofónicos e milhares de texto publicados e replicados por inúmeros veículos mediáticos. Embora o texto acima seja um original publicado em seu perfil no Facebook, recentemente lançou seu " blog oficial " em www.ataidecuqui.com.br e sempre que for possível publicaremos por aqui. Sempre citando a fonte e pedindo a devida permissão como ele mesmo sempre me ensinou, dizendo disto, o respeito para com o colega profissional. 

 

 www.ataidecuqui.com.br

 

 

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