A armadilha Bisol de Lula e Odebrecht: Propinas desde 1993!

04.10.2018

“Armadilha Bisol/contra-infos. RA? EA/Veja?”.

 

 

 

Primeiro é necessário relembrar quem foi José Paulo Bisol dentro do contexto PT, LULA e ODEBRECHT. Bisol foi cotado como candidato a vice de Lula em 1994, mas devido a denúncias de que apresentou emendas superfaturadas para beneficiar o município de Buritis (o que nunca foi provado), foi substituído por Aloizio Mercadante.

 

Protagonista da CPI do Orçamento em 1993, que pela primeira vez traçou – ainda que de forma rudimentar – os passos da empreiteira Odebrecht na cooptação de políticos brasileiros, o ex-senador José Paulo Bisol ainda tem na memória as ameaças de morte e as pressões que sofreu de colegas do Congresso para enterrar as investigações – o que de fato ocorreu.

 

Mais de 20 anos depois, as investigações da Lava Jato não só desvendaram as denúncias como confirmaram o poder paralelo da construtora especialmente junto à Petrobras, que remonta ao primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – mesmo que, como reconhece Bisol, se trate de uma investigação comandada por um judiciário comprometido.

 

A MENSAGEM NA PLANILHA

 

Essa mensagem de Marcelo Odebrecht que a PF encontrou em seu telefone celular tem uma história que precisa ser revista.

 

“Armadilha Bisol/contra-infos. RA? EA/Veja?”.

 

 

Em 1993, a PF apreendeu 18 caixas de documentos na casa de um diretor da Odebrecht. Segundo os investigadores, os documentos indicavam “a existência de um cartel das grandes empreiteiras para fraudar as licitações de obras públicas”. Os documentos indicavam também que a Odebrecht havia distribuído propina a dezenas de parlamentares.

 

José Paulo Bisol, relator da CPI das Empreiteiras e candidato a vice-presidente na chapa de Lula em 1989, passou à Veja uma lista com mais de 200 políticos que, segundo os documentos da Odebrecht, teriam recebido presentes. Tratava-se de uma armadilha: a armadilha Bisol.

 

Na realidade, muitos dos parlamentares citados haviam recebido apenas brindes da empreiteira, como calendários e agendas. Quando José Paulo Bisol misturou os corruptos aos inocentes, os corruptos foram inocentados. A CPI das Empreiteiras, desmoralizada, foi arquivada. E a Odebrecht continuou com seu cartel e com seus pagamentos aos políticos.

 

A frase “Armadilha Bisol/contra-infos” sugeria a reedição por MO de uma estratégia usada na década de noventa para engavetar outra investigação contra a empreiteira.

 

NOTA: 

Bisol foi protagonista da primeira investigação séria envolvendo a construtora Odebrecht, em 1993. Segundo ele mesmo disse: 

 

" E vou te contar uma coisa, não precisa acreditar, mas vou te contar: eu sabia muita coisa do que se fazia, do que a Odebrecht fazia, outras empreiteiras faziam, eles dominavam completamente as licitações.

 

Tentei criar um fato político que fosse considerado no Congresso [Bisol denunciou na CPI do Orçamento, em 1993, que mais de cem parlamentares poderiam estar recebendo propina da Odebrecht]. Um promotor na época denunciou a Odebrecht e a OAS, eu acompanhava todas as ações da Justiça e houve uma série de apreensões de documentos, vários caminhões que estavam levando documentos para queimar.

 

Acompanhei as três apreensões, mas quando a gente chegava não tinha mais nada quase. E então já começou uma reclamação no Congresso, porque os deputados e senadores já tinham uma força danada naquela época. Mas eu continuei, eu insisti. Pegava os documentos, os poucos que a gente salvava, e comecei a agitar lá no Congresso".

 

COMO VEÊM, NÃO É DE AGORA MAS CURTA É DO POVO A MÉMORIA! 

 

 

 

A “superplanilha” parece se encaixar perfeitamente no plano de MO, sendo deixada na casa de um de seus principais executivos para ser encontrada pela Polícia Federal.

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