“Quem faz greve não vai ter conversa”, afirma Ratinho Junior

 

O governador do Parana, Ratinho Junior (PSD), afirmou em entrevista coletiva, que não irá dialogar com os servidores que estão em greve. A declaração foi dada durante um evento em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

 

“No Governo do Estado, quem faz greve não vai ter conversa. Nós vamos trabalhar com quem tem diálogo, com quem quer realmente construir uma proposta, com responsabilidade de não deixar o estado ser quebrado”, destacou.

 

Na mesma toada, Ratinho afirmou que está dialogando com categorias que se mostraram mais flexíveis. “Nós temos que fazer uma construção no diálogo. Eu tenho conversado com vários servidores de outros sindicatos que não entraram em greve”, salientou.

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  • Para Ratinho Junior, a greve não é o início de diálogo. A greve é o último recurso;

Ratinho também minimizou o tamanho da greve, segundo ele apenas 4% aderiram a paralisação. “A greve ela é muito pequena, nós contabilizamos apenas 4% no Estado do Paraná, são alguns poucos professores, mais sindicalistas. A grande massa dos professores tem consciência da sua missão”, disse.

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O chefe do Poder Executivo classificou a greve como injusta. “Essa greve é uma greve injusta, porque cinco meses de governo fazer uma greve. Além disso, uma greve que não é contra o governador é contra os pais, que pagam os salários deles”

O governador voltou a falar sobre a situação financeira do país e o fato de o Paraná estar entre os estados que ainda tem uma situação financeira razoável. “Eu quero agradecer os servidores públicos do Paraná, em especial a maioria 90%, 95% dos servidores, que são servidores conscientes do que passa o país, das dificuldades que passa o país. Eu tenho dito que a minha responsabilidade como governador é não deixar que o Paraná quebre”, ressaltou.

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GREVE 

 

A greve teve início, na última terça-feira (25), liderada pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES). Com salários congelados há quatro anos e perdas acumuladas calculadas em até 17%, os trabalhadores pedem, ao menos, a recomposição da inflação do último ano: 4,94%, segundo o índice IPCA.

 

Os trabalhadores denunciam uma defasagem de até 17% nos salários. Eles pedem no mínimo a recomposição salarial da inflação oficial do último ano, calculada em 4,94% no mês da data-base, segundo o índice IPCA.

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