Antagonista diz que o líder dos hackers confessou crimes

 

 

O blog O Antagonista diz que Walter Delgatti Neto, considerado o líder dos hackers presos nesta terça-feira (23), confirmou à Polícia Federal ter sido responsável pela invasão dos celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, do procurador federal Deltan Dallagnol e de outras centenas de autoridades dos três poderes.

 

Segundo o blog, Delgatti está colaborando com as investigações. Ele permitiu que a PF tivesse acesso a todos os seus arquivos armazenados em nuvem e confirmou aos investigadores que o material divulgado pelo Intercept é fruto do ataque cibernético. De acordo com Delgatti, houve casos apenas de invasões a celulares, outros de roubo de dados e ainda de sequestro da linha para simular conversas com terceiros

 

informações do G1 e da TV Globo

 

Um DJ, a mulher dele e um amigo estão entre os quatro presos na terça-feira (23) na operação que investiga a invasão do celular do ministro Sergio Moro.

Os dois homens são de Araraquara, no interior de São Paulo, se conhecem desde a infância e têm passagens pela polícia, de acordo com a apuração do grupo EPTV. Um foi preso em Ribeirão Preto e o outro na capital paulista.

 

A terceira pessoa é a mulher de um deles, que também morou em Araraquara e foi presa na capital. O quarto suspeito foi preso em Araraquara onde mora.

 

Quem são os suspeitos presos

 

Gustavo Henrique Elias Santos, de 28 anos (foto)
Era DJ e já foi preso por receptação e falsificação de documentos. Ele foi condenado em 2015 a cumprir seis anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. Na terça-feira, foi preso em um apartamento em São Paulo junto com a mulher. A família dele mora no bairro Selmi Dei, periferia de Araraquara. A defesa de Santos informou não acreditar que ele esteja envolvido nos crimes.

 

 

Suelen Priscila de Oliveira
Mulher de Gustavo, Suelen não tinha passagem pela polícia. Ela foi presa em São Paulo junto com o marido. A defesa informou não acreditar no envolvimento dela nos crimes.


Walter Delgatti Neto, de 30 anos (foto)
Mais conhecido como Vermelho, Neto foi preso em 2015 por falsidade ideológica e em 2017 por tráfico de drogas e falsificação de documentos. Ele já foi condenado por usar o cartão de crédito de outra pessoa, tráfico, estelionato e falsificação. Nesta terça, ele foi preso em Ribeirão Preto. A defesa dele não foi localizada para comentar o assunto.

 

Danilo Cristiano Marques
Preso em Araraquara nesta terça-feira, ele já teve condenação por roubo, segundo a PF. Ele mora no Jardim das Paineiras e é amigo de Delgatti Neto.

Até a última atualização desta reportagem, a defesa dele não tinha sido localizada para comentar o assunto.

 

Ações da PF em 4 cidades
Além dos mandados de prisão temporária que a PF cumpriu na terça-feira, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos supostos hackers e a pessoas que teriam atuado em conjunto com eles. De acordo com a PF, os mandados foram executados nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto. A autorização foi dada pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília.

 

 

 

 

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