Telebras, Correios… veja a listona das estatais que serão privatizadas


O governo Jair Bolsonaro divulgou na tarde desta quarta-feira (21) a lista das empresas estatais que serão privatizadas até 2022.


A relação inclui pelo menos uma grande companhia considerada “joia da coroa”, os Correios, e traz algumas surpresas, como a ausência da EBC, o conglomerado de mídia do governo. Já a Eletrobras não aparece na relação, embora o ministro da Economia, Paulo Guedes, já tenha afirmado que ela será privatizada. Ao todo, a União tem 130 estatais, entre subsidiárias e empresas de controle direto. É a primeira lista de empresas que serão privatizadas que o governo divulga. Serão vendidas:



Correios

Emgea (Gestora de Ativos);

ABGF ( Gestora de Fundos);

Casa da Moeda;

Ceagesp (Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);

CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);

Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);

Ceitec (Centro Excelência Tecnologia Eletrônica Avançada);

Telebras

Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);

Porto organizado de Santos


DE TELEBRÁS A CTBU


A relação foi divulgada após reunião do conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Trata-se de um rito obrigatório: para vender ou fechar uma companhia, o governo precisa da autorização – ou qualificação, nos termos técnicos – do conselho do PPI. Esse conselho é formado pelo presidente da República, ministros e outros integrantes do governo.


​​A redução do tamanho do Estado e a venda de companhias públicas eram compromissos de campanha que agora começam a ganhar corpo. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, outras estatais vão entrar na lista no ano que vem.


Das companhias que serão privatizadas, três delas são estatais dependentes, ou seja, dependem que a União enviem recursos, pois não geram receita capaz de custear seus custos. São elas: CTBU, Trensurb e Ceitec.


A CTBU é uma operadora de metrô que atua em Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal. Já a Trensurb é responsável pelo metrô de superfície de Porto Alegre. Elas estão vinculadas ao Ministério de Desenvolvimento Regional. Ambas o governo já havia anunciado em maio que privatizaria.


A Ceitec é uma estatal que produz semicondutores, ou seja, chips, ligada ao ministério de Ciência e Tecnologia. O ministro Marcos Pontes não queria privatizá-la, mas foi voto vencido.

Estas ações estão na linha de estratégia do program econômico proposto pelo Ministro Paulo Guedes e em se apoiando o posicionamento do "astronauta" Marcos Pontes que defendeu certo a questão da Ceitec pela sua peculariade, a "casa da moeda" que causou incompreensão, nas demais são muito positivas e devem cumprir seu papel.