Paraná fortalece cuidados contra SARAMPO E FEBRE AMARELA - Reunião Técnica da 18ª RS

27.08.2019

Reunião Técnica Atualização em Vigilância e Manejo Clínico do Agravo Sarampo e Febre Amarela

 

Os recentes casos suspeitos e confirmados de Sarampo no Paraná e Estados limítrofes, principalmente em São Paulo e devido à gravidade e seu ressurgimento no país, fez o Paraná levantar sua bandeira de alerta epidemiológico. Considerando os casos confirmados de epizootias no estado do Paraná e o risco de disseminação do vírus da Febre Amarela.

O Governo do Estado redobra os cuidados para a prevenção do sarampo, febre amarela e a dengue. O assunto foi tema da reunião do secretariado, nesta terça-feira (27) em Curitiba. No encontro, coordenado pelo vice-governador Darci Piana, o secretário da Saúde Beto Preto reforçou o alerta para que a população paranaense redobre a atenção para o surgimento de novos casos destas doenças.

 

No mesmo momento em Cornélio Procópio sob a organização da 18ª Regional de Saúde, perto de 300 profissionais da saúde entre Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem e Farmacêuticos, além da equipe da RS e amigos da imprensa,  se reuniram no anfiteatro da UENP (Centro) em uma REUNIÃO TÉCNICA DE ATUALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA E MANEJO CLÍNICO DO AGRAVO SARAMPO E FEBRE AMARELA.

 

Segundo Claudio Cordeiro da Silva Filho, diretor da 18ª Regional de Saúde, “Estamos muito satisfeitos com a resposta e o engajamento dos nossos profissionais de Saúde do Norte do Paraná pelo posicionamento do enfrentamento do risco desta epidemia que nos avizinha por São Paulo. O governo tem respondido rápido estas demandas", declarou.  

 

"Reuniões como esta são verdadeiras conferências, que além de muita informação e instrução, traz dados importantes e relevantes a todos profissionais presentes, através de palestras como “Manejo Clínico de Pacientes Suspeitos ou Confirmados – Sarampo”, do infectologista Dr. Claudio Hirai, e “Situação Epidemiológica do Sarampo” com Arlete e Miriã, da equipe regional, que pontuaram esclarecidamente as ações que deveremos tomar", completou.

SARAMPO - De acordo com o Secretário Beto Preto em entrevista, até a semana passada foram sete casos confirmados laboratorialmente de Sarampo no Paraná, todos importados de São Paulo e Santa Catarina, em um universo de 24 suspeitas. Quatro desses casos foram em Curitiba, um na região metropolitana da capital, além de dois no Interior.

 

Por isso, reforçou Beto Preto, o Estado trabalha para ampliar o índice de vacinação contra a doença. A meta é saltar dos atuais 82% para 95%, atingindo a marca ideal estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

VACINAÇÃO ZERO - Além do esquema vacinal, que prevê a imunização a partir dos 12 meses de vida, com o reforço da dose aos 15 meses, o Paraná passou a disponibilizar a chamada vacinação zero, voltada para crianças entre seis e onze meses de idade, atendendo a uma nova instrução do Ministério da Saúde. São 600 mil doses disponíveis nos postos de saúde dos municípios.

 

De acordo com o ministério, a inclusão deste grupo para vacinação se deu porque se trata de uma população vulnerável e com riscos de complicações sérias por conta doença, como otites, infecções respiratórias e doenças neurológicas. Em casos mais graves podem provocar a redução da capacidade mental, surdez, cegueira e retardo do crescimento.“Há ainda uma grande quantidade de paranaenses não vacinados ou vacinados parcialmente, o que confere também uma proteção parcial. Abrimos agora uma nova janela de proteção e tenho certeza de vamos ultrapassar a meta de 95%”, destacou o secretário.

ADULTOS – A vacinação está também disponível para público adulto. Quem ainda não completou 39 anos precisa receber as duas doses. A partir disso é necessário apenas uma vacinação. “Não há alarde nem calamidade pública, mas precisamos fazer a informação circular e combater o vírus”, disse.

 

Caso não lembre se tomou a vacina e não tenha a carteira de vacinação, a pessoa deve ir até a Unidade de Saúde para verificar se há registro. Se não houver, a imunização deve ser realizada.

 

FEBRE AMARELA – Em relação à febre amarela, Beto Preto destaca o cuidado com a ampliação do corredor da doença. Segundo ele, além de Paranaguá, Curitiba e Ponta Grossa, deve chegar às regionais de Guarapuava, Telêmaco Borba e Ivaiporã.

 

O Paraná reforça o combate à febre amarela até 31 de novembro, com ações diferenciadas em 345 municípios e incluem a intensificação da vacina contra a doença e trabalhos para a detecção e investigação de epizootias, que é a morte de macacos provocada pela contaminação do vírus da febre amarela. “Ampliando o número de vacinação, ampliamos a proteção às pessoas”, afirmou o secretário.

 

 

 

 

 

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