Em tempo de crise oportunismo e oportunidades se apresentam

20.04.2020

Estamos vivendo tempos difíceis e todo mundo sabe disto. Nunca na história da humanidade uma crise foi tão global e assistida quanto a esta que enfrentamos da pandemia do COVID-19.

É Verdade que as redes sociais dinamizam e fermentam todo e qualquer conteúdo, ainda mais na sua versão “tupiniquim”, onde nos tornamos “donos da verdade alheia” e “expert de qualquer assunto”. As vezes parece que nem importa o tema ou a ideia postada, o que vale mesmo é polemizar, contrariar e se não der efeito a defesa de minhas próprias convicções, na maioria inspirada pro “fake news” e “mídias viciadas” não se pensa duas vezes em partir para ataques pessoal e agressões.

 

Mas pior que tudo isso é “oportunismo” de campanha que se multiplica. Canais de comunicação como o Facebook deveria servir de oportunidade para união de esforços, mas na maioria das vezes o que vemos é apenas um ranço amargo de avareza humana que por sua própria natureza parca, transforma a oportunidade em oportunismo. 

 

EM URAI

 

 

Diz um velho ditado que a oportunidade é mãe das criações. Na crise se conhece os amigos e os inimigos. Em Uraí recentemente a Câmara de Vereadores sensibilizada com a crise do COVID-19 e querendo colaborar votou a RESOLUÇÃO 01/2020, elaborada e proposta em caráter EMERGENCIAL para devolução parcial de saldos financeiros do Legislativo ao poder Executivo no montante de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). A medida foi aprovada por 7 (sete) VOTOS a FAVOR e 1 (um) contra. Na contra mão do momento e claramente CONTRA O POVO DE URAÍ, votou apenas o vereador Ângelo Tarantini. Fica aqui a indagação de frustração, por que?

 

EM CORNÉLIO PROCÓPIO

 

Já em Cornélio Procópio a situação é bem mais demagógica e mostra a intenção esdrúxula de se promover na crise, dando bom dia com chapéu alheio. As atitudes da chamada “oposição” foram da falta de conhecimento da Lei que defende como edil propositura equivocada e ilegal de requerimento e promoção pessoal pelo engano e no prejuízo direto do trabalhador pai de família.

 

Os vereadores Raphael Sampaio e Fernando Peppes ocuparam as redes sociais se auto-promovendo com uma ideia de “louco” que além de inconstitucional pretende mexer com o salário dos trabalhadores em especial os assessores que estão na frente do enfrentamento da pandemia, colocando suas vidas em risco.

 

RESOLUÇÃO X PROJETO DE LEI

 

Quando vereadores se promovem na internet através de amigos e simpatizantes, ovacionados por terem apresentado um “REQUERIMENTO” a mesa como se fosse já um projeto de LEI, ou não sabem o que estão fazendo ou estão fazendo na maldade tal ato. Mesmo tendo apresentado apenas um REQUERIMENTO, ocuparam as redes e receberam louvores dos seus apoiadores por um ato de pedido de discussão para propositura, ai sim, uma LEI sobre o que pretendiam. Já de inicio deveriam ter proposto um PROJETO DE LEI e não um REQUERIMENTO para tal pleito.

 

O PROJETO

 

A idéia dos vereadores é formular uma LEI COMPLEMENTAR que “retire 50% dos salários de prefeito, vice, secretários e assessores” com a finalidade de levantar R$ 200 mil reais para o combate ao vírus CORONA em Cornélio Procópio.

 

DEMAGOGIA PURA! Primeiro ou não conhecem os tramites da lei ou quiseram apenas se promover. REQUERIMENTO NÃO É PROJETO DE LEI. Depois mesmo que fosse um projeto de LEI, fica claro ou despreparo para a função ou o oportunismo de fazer barulho para enganar o povo, pois qualquer vereador de primeiro mandato tem como entendimento que é INCONSTITUCIONAL e ILEGAL a propositura de qualquer ação sobre proventos e salários que impacte a legislatura que exercem.

 

Ou seja, um vereador não pode legislar sobre salários e vencimentos, para aumento ou ajustes, ou o que valha para sua própria legislatura. A LEI DEIXA CLARO que este tipo de propositura é sempre para o MANDATO SEGUINTE.  De novo, desconhecimento ou oportunismo?

 

INCONSTITUCIONAL, ILEGAL E IMORAL?

 

 

E o pior, além de inconstitucional e ilegal, tão proposta também é imoral, pois busca onerar exatamente os trabalhadores que estão a frente do enfrentamento da pandemia, colocando suas vidas e de suas família em risco pela coletividade.

 

A grande maioria, ganha hoje em média R$ 1.200 (Mil e duzentos reais) e para “agradecer” e “premiar” a disposição destes pais de família, os vereadores  da “oposição” sem mexer nos próprios salários, querem reduzir o salário daqueles pais de família a R$ 600 (seiscentos reais). Alguém em sã consciência da matéria aprova esta loucura? Eu não!

 

Quero aqui aproveitar e agradecer aos profissionais de saúde e aos colaboradores, assessores, funcionários e afins que em vez de “papagaiar” a respeito da crise, se colocaram a disposição e estão a frente do enfrentamento. Tirar o salário deles não vai ajudar a cidade mas vai prejudicar mais de 100 famílias.

 

NA CONTRA MÃO DISSO TUDO

 

Na contra mão disso tudo, o presidente do Legislativo Procopense, vereador Edimar Gomes Filho, o Edimarzinho que vem fazendo uma gestão de transparência e economicidade frente aquela Câmara de Vereadores, se mostrou antenado com o tempo em que vivemos e anunciou o repasse de R$ 650 (seiscentos e cinqüenta) mil reais para o Executivo Municipal se utilizar no combate a crise. O valor é oriundo de economia nos gastos do dinheiro publico e da gestão positiva que vem desenvolvendo.

 

Em dezembro de 2019, ele já havia economizado e devolvido a prefeitura quase R$ 2 milhões de reais e nem por isso fez ao menos “promoção pessoal” como foi feito no caso dos vereadores da chamada “oposição”.

 

EXEMPLO TEM QUE VIR DE CASA

 

O povo sabe que o vereador Raphael Sampaio é pré-candidato a prefeito de Cornélio Procópio e até ai tudo bem. Embora ele represente a velha política dos FONSECAS e sobre aquela sombra venha sendo formatado, destoa do próprio discurso quando toma atitudes assim. O mais interessante que mesmo sendo de “viés ideológico socialista”, recentemente se filiou no DEM de Alcolumbre e Rodrigo Maia que moveram o mundo para não deixar os recursos do “FUNDO ELEITORAL” serem usados no combate a COVID-19. São estes mesmos Alcolumbre que vetaram redução dos salários dos políticos em medida de ação contra a pandemia.

 

Sem querer entrar em outros detalhes, não vi e não sei se existe algum documento ou proposta dos “vereadores da oposição” em abrir mão do milionário FUNDO PARTIDÁRIO, ao menos dos percentuais que lhes cabem em favor do combate a pandemia. Se já existe este documento, fica aqui meus parabéns, mas se não existe, já que estavam dispostos a sacrificar o salário de trabalhadores pais de família, fica a dica de propositura e reconhecimento publico de um documento que assim façam, pois quem pensa no povo, sempre da o exemplo de idéias, cortando de início na própria carne.

 

Claro que isso é para quem faz um discurso e acredita naquilo que fala sem interesse de enganar o povo. Porque o problema não são idéias, elas são sempre bem vindas, ainda mais em tempo de crise, mas o seu “cui bono”, usando o termo da expressão latina que significa “quem se beneficia”.

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