Teatro ou Estelionato Eleitoral? Inelegível ex-prefeito Tico tenta enganar a boa fé do povo com renúncia de mentira.

Matéria vinculada pela imprensa do Norte do Paraná com destaque para o blog do Chaguinhas e o repórter Paulo Bueno apresentaram a denúncia de tentativa de enganar o povo promovida pelo ex-prefeito Tico da Laura.  Segundo a matéria ele estaria usando a mesma estratégia que sua mãe usou quando o elegeu, alegando renúncia da candidatura, o que agora seria uma mentira. 

Conforme documentos, o prefeito mesmo inelegível teria apresentado seu nome como candidato e agora como se “vitima” fosse anunciando seu pedido de renúncia, estratégia que poderia pesar positivamente em favor de sua família na questão eleitoral.

 

Por isso a indagação se o fato se trata de teatro ou estelionato eleitoral. Mas vamos a matéria publicada pelo repórter Paulo Bueno como “INELEGIVEL: Ex-prefeito Tico da Laura renúncia candidatura em Nova América da Colina” e pelo jornalista Chaguinhas do Blog do Chaguinhas como “ Ex-prefeito Tico da Laura engana os eleitores de Nova América da Colina com renúncia ao registro de candidatura”  vamos a matéria:

 

 

O ex-prefeito do Município de Nova América da Colina, Alceste Iwanaga de Santana, conhecido como Tico da Laura, já sabia que estava inelegível quando enviou o seu pedido de registro de candidatura à Justiça Eleitoral, em virtude da condenação pela prática de ato de improbidade administrativa.

 

Isso porque, desde a data de 20/08/2020, tornou-se definitiva a condenação do ex-prefeito Tico da Laura a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 3 (três) anos e da proibição de contratar com o Poder Público, também pelo prazo de 3 (três) anos, conforme art. 12, III, da Lei nº 8.429/92.

 

Contudo, mesmo sabendo que estava inelegível, Tico da Laura formulou o pedido de registro de candidatura e fez campanha como candidato a prefeito até o dia 22/10/2020, quando protocolou o seu pedido de renúncia perante a Justiça Eleitoral. Ou seja, o ex-prefeito Tico da Laura enganou os eleitores de Nova América da Colina com a sua candidatura, para depois pedir a renúncia e se fingir de vítima, sendo que o tempo todo já sabia que a sua candidatura seria negada pela Justiça Eleitoral.

 

Conforme declaração assinada pelo próprio ex-prefeito, a sua renúncia tem o objetivo de proporcionar a sua substituição por outro candidato que tenha condições de participar do processo eleitoral, já que o Tico da Laura deverá cumprir a pena de suspensão dos direitos políticos pela sua má-gestão quando era prefeito. Ora, mas se ele sabia o tempo todo que não poderia ser candidato, por que requereu o registro de candidatura para depois renunciar? Se Tico fez a campanha alegando que poderia ser candidato, por que desistiu agora? Infelizmente, se o candidato é capaz de mentir nas eleições, imagina ocupando o cargo público.

 

Consultada sobre o assunto, os candidatos adversários do ex-prefeito Tico preferiram não se manifestar, uma vez que o pedido de impugnação ao registro de candidatura foi formulado pelo Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça Eleitoral de Assaí, sem qualquer interferência política de Nova América da Colina.

 

NOTA DA REDAÇÃO

 

 

Estelionato Eleitoral, também conhecido como giro político (policy switch), é um conceito da Ciência Política utilizado para descrever os casos de candidatos que cometem engodoem suas posturas e pronunciamentos. Segundo o artigo 171 do nosso Código Penal, comete o crime de estelionato aquele que induz ou mantém alguém em erro, para obter vantagem ilícita, em prejuízo alheio. A vantagem é de natureza econômica, e o prejuízo da vitima é um dano patrimonial, econômico. No estelionato eleitoral, a conduta seria a mesma, mas a vantagem é o cargo eletivo.

 

Com a aproximação das eleições, sem poder apresentar um nome que fizesse frente a atual administração extra-positiva de Alexandre Basso, o “inelegível” Tico da Laura, ex-prefeito do município, mesmo que em uma atitude desesperada teria lançado seu nome apenas para protelar o processo eleitoral e dar tempo de armar sua estratégia de campanha que tentaria apelar para o emocional do povo posando de vítima como se em vez de inelegível, tivesse renunciado, estaria fazendo um teatro e tentando enganar a população de Nova América da Colina a um juízo de erro.

 

Todavia, o estelionato eleitoral, ou prometer em campanha aquilo que não se pretende ou não se pode cumprir, não é crime – por mais citado que seja esse termo. O Código Eleitoral tipifica algumas condutas, desta forma estando mais para um TEATRO DE ENGODOS, ainda assim nenhuma delas é o estelionato eleitoral.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Publicando o impublicável desde 2011

  • Facebook Black Round
This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now